Por que meu filho chora?

Desde que vem à luz um dos principais modos de uma criança demonstrar que precisa de atenção é pelo choro. E é também ele que nos causa inúmeras dúvidas ao longo do crescimento dos filhos.

imagem: dreamstime

Causas

O choro pode ter muitas causas: sono, fome, frio – ou calor! Já contei que a Isa quando RN, chorava de calor ne? – desconforto. Esses são os choros mais comuns quando eles ainda não falam. Mas, quando já conseguem falar ainda paira a dúvida: por que meu filho chora?
Isabela nunca foi muito chorona. Embora seja muito sensível ela sempre foi um bebê calmo, uma criancinha tranquila e atualmente chora quando se magoa ou quando é contrariada (quem nunca?). Mas, em geral, nada que nos preocupe. São choros por situações novas ou inesperadas, mas logo ela se recompõe e toca a vida.
Otavio também foi um bebê tranquilo. Chorava pouquíssimo a ponto do meu marido dizer que nem parecia que tinha um RN em casa. E é verdade! Hoje em dia, aos 3 anos, seus choros incomodam muito mais e nos faz ter a certeza de que temos uma criança bem geniosa em casa. Identifico dois momentos cruciais para o chororô dele: sono e contrariedade.

Choro de sono

O choro de sono acontece porque Otavio briga com ele. Parece que dormir é perda de tempo e ele vai até o último minuto até se entregar. Porém, os minutos que antecedem a redenção são exaustivos. Chora porque deixou cair o brinquedo, chora porque quer a almofada da irmã, chora porque quer colo, chora por chorar. 
Diversas vezes tentamos nos antecipar a esses momentos mas ele sempre arruma um outro motivo para chorar. Mas o que eu vejo que funciona é mudar de ambiente, tentar nina-lo, acalma-lo até que adormeça. Funciona mesmo! 

Choro por contrariedade

Mas, diferente da Isa, o choro da contrariedade é sentido, intenso e duradouro. Ele demonstra um sofrimento extremo. Quando damos uma bronca, por exemplo, ele chora sentido, cheio de lágrimas e vem envergonhado pedir desculpas.
Essas situações não são rotineiras, são casuais, mas para nós que temos uma convivência intensa e próxima dos nossos filhos, fica fácil identificar esses momentos. O trabalho é tentar antecipar. E mostrar, no caso do choro da contrariedade, que os reveses são parte da vida e que precisamos, desde cedo, aprender a lidar com eles.

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